A Protestant town's 'conspiracy of good' in Vichy France

UMA CONSPIRAÇÃO DO BEM EM UMA CIDADE PROTESTANTE EM VICHY FRANÇA.

 

As the French education ministry revisits Holocaust curricula this month, advocates say Chambon-sur-Lignon's story would be 'revolutionary' for schoolchildren.

Quando o ministério de educação da França revisita as grades do Holocausto este mês, advogados dizem que a estória de Chambon-sur-Lignon seria ‘revolucionária’ para as crianças.

 

Chambon-Sur-Lignon, France - The mostly Protestant villagers of this tiny mountain plateau didn't talk about it at the time. Today, they still mostly don't talk about it.

But during World War II, in defiance of the Vichy and Nazi regimes, they hid some 4,000 Jews, many of them children. Ordinary French farmers and shopkeepers risked their lives to rescue Jews from the Holocaust in the largest communal effort of its kind in Europe. What they did has been largely ignored or forgotten in France, experts say.

Chambon-Sur-Lignon, FranÇA - A maioria dos aldeões protestantes deste pequeno planalto montanhoso não falavam sobre isso naquela época. Hoje, em sua maioria não falam. Mas durante a 2.ª Guerra Mundial, em desacato aos regimes Vichy e Nazistas, eles esconderam uns 4000 judeus, a maioria deles crianças. Simples fazendeiros e merceeiros franceses arriscaram suas vidas para resgatar judeus do Holocausto num maior esforço conjunto na Europa.O que foi-se ignorado ou esquecido amplamente na França, especialista dizem.

Yet in Israel, Chambon is one of two European towns honored at Yad Vashem, the official Holocaust memorial in Jerusalem. Opposite a stone Protestant church in this French hamlet sits a plaque presented by Jews to "the righteous."

Apesar disso em Israel, Chambom é uma das duas cidades honradas em Yad Vashem, o memorial oficial do Holocausto em Jerusalém. Em frente de uma pedra de uma igreja protestante na aldeia francesa está uma placa apresentada por judeus aos “justos”.

Pierre Sauvage, born here of Jewish parents, says the church and its pastors sparked a highly conscious but silent "conspiracy of good" – to oppose Nazi policies.

Pierre Sauvage, nasceu aqui de pais judeus, diz que a igreja e seus pastores incitam um altamente consciente mas silenciosa “conspiração do bem” – oposta a políticas nazistas.

At a time when targeting and deporting Jews was considered patriotic, residents of Chambon refused. Instead, they fed, clothed, and housed Jews; sanctioned an industry of false passports and identity papers; and developed an underground railroad to Switzerland.

Em um tempo quanto marcar e deportar judeus era considerado patriótico, residentes de Chambon recusaram. Ao invés, eles alimentaram, deram roupas e casa para judeus; sancionaram uma indústria de passaportes falsos e cédulas de identidade; e desenvolveram uma ferrovia subterrânea até a Suíça.

But the deeply pious faith behind these acts has been lost in the complex politics and denials of postwar France and the shock that settled over Europe as details of the Holocaust emerged over decades.

Mas a mais profunda fé piedosa atrás destes atos se perdeu nas políticas complexas e negações da França pós-guerra e o choque que se estabeleceu em toda Europa enquanto detalhes do Holocausto emergiram durantes as décadas.

For years, French students were smothered in myths of heroic war resistance – what British historian Tony Judt calls the nation's "tortured, long denied and serially incomplete memory."

Durante anos, estudantes franceses eram oprimidos sob mitos de resistência heróica de guerra – o que o estoriador britânico Tony Judt chama “a memória torturada, muito negada e seriamente incompleta” da nação.

France facing its Nazi collaboration

a frança encarando sua colaboração nazista

But in the past decade, France has faced its collaboration with Nazis as never before. In February, President Nicolas Sarkozy ordered fifth graders to adopt and study a Holocaust child victim next year. That proposal, considered pedagogically too harsh, has since been withdrawn.

However, France's education ministry this month is charged with offering alternative curricula for the Holocaust. In this context, Mr. Savauge and historians familiar with the Chambon story say the "rescuers" deserve another look.

Mas nas décadas passadas, a França encarou sua colaboração com Nazistas como nunca antes. Em Fevereiro, o Presidente Nicolas Sarkozy ordenou que os quinto-anistas que adotassem e estudassem uma criança vítima do Holocausto ano que vem. Esta proposta, considerada pedagogicamente muito cruel, tem sido deixada.Entretando, o ministério de educação da França este mês é responsável de oferecer grades escolares alternativas para o Holocausto. Neste contexto, o Sr. Savauge e histpriadores familiares com a estória de Chambon dizem que os “resgatadores” merecer um outro olhar.

For younger French students, the rescuers represent an affirmative story about the Holocaust without sugarcoating the scale of the inhumanity, some educators say.

Para os estudantes franceses mais jovens, os resgatadores representam uma estória afirmativa sobre o Holocausto sem adoçar a escala de desumanidade, alguns educadores dizem.

If German political philosopher Hannah Arendt's "banality of evil" was a main insight into Auschwitz, historians say, the rescuers illustrate the possibility of decency and natural goodness in dark times. In a world where man's inhumanity to man has hardly been stamped out, it's argued, such stories are even more relevant.

Se a “banalidade do mal” do filósofo politico alemão Hannah Arendt era uma principal percepção sobre Auschwitz, historiadores dizem, os resgatadores ilustram a possibilidade de decência e natural bondade em tempos negros. Em um mundo onde a desumanidade do homem para o homem tinha duramente sido estampada, é debatido, tais estórias [como] ainda mais relevantes.

"Why would we ever want to forget the only people who remembered the Jews during the Nazi plague?" asks historian Patrick Henry, author of the recent work, "We Only Know Men." Mr. Henry's title is taken from the response of Chambon pastor Andre Trocme, who, when asked to identify Jews in the town, told Vichy officials that, "we don't know Jews, we only know men."

“Porquê nós quereriamos esquecer o único povo que se lembrou dos judeus na praga nazista?” pergunta o historiados Patrick Henry, autor do recente trabalho, “Nós só conhecemos homens.” O título de Henry é tirado da resposta do pastor de Chambon André Trocme, que, quando pedido para identificar judeis na cidade, disse para autoridades de VIchy que, “nós não conhecemos judeus, nós só conhecemos homens”.

http://www.csmonitor.com/2008/0515/p01s01-woeu.html